segunda-feira, 22 de maio de 2017

De cesta ...



Ele há modas para todos os gostos, umas interessantes, outras totalmente disparatadas.

Esta, recente, a moda de usar cesta  é muito engraçada, por vários motivos, sendo que deles se destacam:

- O preço!
São baratas, baratíssimas se comparadas com uma mala de marca;
- São leves!
Consigo chegar ao fim do dia fresca como uma alface, o que não acontece com a maioria das malas que atingem toneladas ... ou parece!
- São alegres, juvenis, descomprometidas!
As malas , na sua maioria, não escapam a um certo formalismo clássico.



Portanto ... eis-me de cesta!
 Com este sol de Maio que mais parece de pleno Verão, tratei de arrumar a roupa quente, resgatando a estival - jeans brancos, camisas de ganga clarinhas, sandálias nos pés sem meias!


É certo que sopra um ventinho fresco ...

... mas por isso mesmo existem lenços para enrolar ao pescoço - sempre agasalha!

Agora que lhe ganhei o gosto, tenho a certeza que a seguir a esta, muitas cestas virão!


Em Cerveira, na Feira, a oferta é descomunal, uma tentação a que não há como escapar.
Li numa revista de moda, dessas que ditam as tendências, que a cesta é um detalhe incontornável.
Quem sou eu para discordar?

Beijo
Nina

domingo, 21 de maio de 2017

De um lado Portugal, do outro, Espanha





Faz parte das minhas memórias mais gratas, as idas a Espanha, a Tui ou a Vigo!
Era dia planeado com antecedência e verdadeiro acontecimento - tratava-se, afinal, de uma viagem ao estrangeiro.

Implicava uma série de formalidades, já que, embora vizinhos éramos países soberanos distintos, o que, imediatamente, implicava passagem pela fronteira, mala do carro aberta (não fosse haver lugar à cobrança de impostos ...), fila de espera na fronteira e, por fim, à nossa frente, estendia-se a ponte que nos conduzia a Tui, primeira paragem obrigatória.

Na altura não me seduzia o casco antiguo - o que eu queria mesmo era fazer compras!

Logo a seguir, sem mais delongas, rumávamos a Vigo, ao El Corte Inglês e à Calle del Principe, onde nos esparramávamos em todo o tipo de compras - afinal estávamos no estrangeiro!
Só regressávamos à noite - isto quando não pernoitávamos por lá.

Mas voltemos à Ponte:

Essa ponte, única na altura,  implicava toda uma magia, simbolizando um dia muito especial e, curiosamente, nunca a atravessei a pé.

Fi-lo num dos últimos fins de semana.

O destino, saindo do Porto,  era Valença, a cidade fortificada na fronteira portuguesa onde, de vez em quando regresso para almoçar na magnífica Pousada com vistas sobre o rio Minho e Tui, na outra margem.
Diga-se de passagem  - embora não seja este o tema deste texto - que Valença é digna de prolongada visita, por todos os motivos - até pelas compras, dado que aí se podem adquirir magníficos atoalhados, a muito bom preço.

Nesta visita agendara a travessia da ponte, a pé, uma absoluta novidade para mim.
Sobre a esta estrutura, Aqui encontrei a informação:


Valença - Ponte Eiffel
Foi em 1879 que os governos dos dois países acordaram na construção de uma ponte sobre o Rio Minho ferroviária e rodoviária fazendo a ligação entre Valença e Tuy.
Numa época das construções metálicas, para a construção da ponte três soluções se apresentaram:
Uma que cruzava o rio defronte do velho convento beneditino de Ganfei do lado de Portugal e um pouco a jusante da confluência do rio Louro com o Minho do lado de Espanha.
Outra no local denominado da «Pesqueira da Raposeira», que exigia um túnel sob a fortaleza de cerca de 285 metros.
Uma terceira solução, que foi, aliás a que prevaleceu, que desembocava do lado português no sopé do «Baluarte do Socorro» da respectiva fortaleza.
Do projecto foi encarregado o engenheiro espanhol, D. Pelayo Mancebo y Agreda que se inspirou no sistema metálico do francês Gustave Eiffel, construtor da famosa torre em Paris no Campo de Marte que tem o seu nome.
Entretanto, é iniciado do lado português o prolongamento da linha férrea de Seguedães até à estação de Valença que veio a ser inaugurado em 6 de Agosto de 1882, enquanto do lado espanhol o ramal do caminho de ferro entre Guilharey e Tuy ficou concluído em 1 de Janeiro de 1884.
No grande investimento da ponte estiveram interessadas as seguintes firmas Carlos Gustanudy; Société de Villebrok; Odriozola; Luiz Bovier y Brulla; Braine le Comte; Société Eclosin e Gustave Eiffel. Para um preço de base de 236 718 000 réis, a obra foi adjudicada à firma «Braine le Comte» por 275 766 000 réis.
As despesas foram repartidas pelos dois países da seguinte forma : Portugal pagou 101 597 000 réis e a Espanha 104 168 010 réis. As obras começaram em 15 de Novembro de 1881 sendo benzido o lançamento da primeira pedra nesse mesmo dia pelo Bispo de Tiiy, D. Juan Maria Valero Nacarimo. As obras de construção terminaram em 10 de Outubro de 1884.
A pedra aplicada na ponte veio de Lanhelas e de Guilharey em Espanha e foram empregues 1 540 365 kg, de ferro. Composta por dois tabuleiros, o superior para transportes ferroviários e o inferior para rodoviários e peões, a ponte é constituída por 5 tramos de ferro - 3 centrais de 69 m e dois laterais de 61,5 metros. O comprimento total, incluindo os viadutos sobre as margens é de 400 metros.
O dia da inauguração (25 de Março de 1886) foi de contínua e intensa chuva e o notável acontecimento presenciado por vinte mil pessoas indiferentres à chuva. Animaram a festa as bandas de música «Caçadores 7» portuguesa e a de Múrcia espanhola com trechos à mistura de foguetes.
 




Daqui, de Portugal, a vista da ponte



Aqui chegados, foi aparcar o carro e iniciar a travessia.

No piso principal circulam veículos e peões.
Num tabuleiro superior, os comboios.


Da ponte avista-se Tui ...



... bem como o verdejante rio Minho - A vista é linda!

Minutos depois, estamos em Espanha- sem fronteira, nem passaporte, nem qualquer formalidade.
Portugueses e espanhóis convivem  como se um único povo fosse e isso é muito bom.

O dia estava frio e triste, nada favorável a fotografias. Ainda assim quis registar uma nova experiência no meu curriculum.

Cruzei-me com muitos espanhóis que vinham visitar-nos a pé e com muitos portugueses que, seguramente iam almoçar a Tui, provando e comprovando as vantagens de pertencer ao Espaço
Schengen.

Bom domingo!

Beijo
Nina

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sobras, restos e coisas assim ...


Ouso afirmar que sou perita em lidar com sobras, em dar-lhes destino,  numa louca apologia do aproveitamento.

É que, por exemplo, quando o creme para as mãos chega ao fim, eu que o utilizei perdulariamente, sinto uma absurda compulsão para o espremer até à última gota, apertando o tubo em prodigiosas contorções. Mais ... às vezes dou-me mesmo ao trabalho de, em acesso de loucura, lhes abrir "a barriga" de modo a que nem molécula do produto vá desaproveitada para o lixo.
O mesmo com o champô a que adiciono água  e com a pasta de dentes e com o protector solar e o hidratante corporal e tudo, tudo que venha em frasco ou bisnaga.

Com a comida também!
Não gosto de deitar comida ao lixo!
Preparo torradas e açordas e pudim de pão e pão ralado ...
Faço pataniscas e pastéis de bacalhau e rissóis e empadões ...
Cozinho compotas e geleias e bolos variados sempre que  a fruta permanece esquecida e os iogurtes definham gelados ...

Essa sou eu!
Magnífica!
Perita!
Expert!

Porém...

Porém nem sempre!
Principalmente se me movo no mundo dos fios e das lãs!
Aí falho desastrosamente!

Explico:
Abro uma gaveta...
Não abre, de atafulhada ...
Tanto novelo, tanto resto de fio, tanta desordem, tanta desorganização (  é que além da propensão para rentabilizar as sobras, sou um bocadinho manienta com as arrumações - admito!)

Necessário se torna agir!
Tudo cá para fora - organizemos a desordem!
Escolho fios!
Tudo com a mesma espessura e, já agora, que as cores se acomodem sem briga.

Determino o projecto - numa organizadérrima pasta ... coisas minhas e mãos à obra!


Pois,  teremos,  então, uma série de quadrados que, ligados, formarão colorida manta ...

Só que ...
As sobras não chegam para levar o barco a bom porto, pelo que imperioso se torna ir às compras, abastecer-me de munições que, fatalmente, originarão novas sobras.



Estes que aqui mostro, são já o aproveitamento de sobras e a aplicação de recentes compras  ...


Faço contas, cálculos, engendro equações em que a manta concluída será = X - isto é, o número de quadrados que constituirão o "monumento" final, resultante de uma quantidade de sobras que não para de me decepcionar .


Falemos verdade - isto não são sobras ...

Isto é o início de um movimento ad aeternum, que nunca dá certo, porque nunca se esgota, antes se reproduz numa cadência invencível.

Logo, quem quiser eliminar as sobras de lã que atafulham gavetas só tem um caminho:

- Lixo com elas!
Só que eu - pobre de mim - não sou capaz!
E refém das sobras mais não faço que eternizá-las!


Beijo
Nina



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Às vezes ...



Às vezes é uma saudade tão intensa, tão absoluta que nem dói!
 Apenas de mim se apodera e, digamos, me reprograma.
 Então, volto a ser quem fui há muitos anos e a minha vida é satélite da minha mãe , omnipresente, minha sombra e minha guia, minha amiga e protetora.
A saudade vem do nada, de um cheiro, de um gosto, de uma ideia à toa!
Não dói!
Repito!
Apenas se faz presente.
Feliz de mim, feliz de quem guarda tal herança
Diz-se que quem assim é recordado (e amado) não morre - de facto, de uma forma muito leve, muito terna, muito doce, trago, colada na pele, essa lembrança.

Então, de repente, do nada, a "coisa" acontece. Pode ser em qualquer contexto, mas, recorrentemente, é na cozinha - universo de todos os sabores, de todos os odores - que a  tal coisa se materializa.
Então, tal como naquele tempo, em que a equação das calorias ingeridas não sequer se  cogitava, vejo-me cozinhando pratos que um dia a minha mãe cozinhou.
Tinha de ser tudo fresco, tudo de qualidade, mas num desprezo soberano pelas (malditas) calorias.

Surgiam estufados com legumes e massas e batatas e feijão, tudo soberbamente temperado, tudo preparado com os vagares de quem desfruta do momento.

Nada de admirar, portanto, que eu, sem me deter em avaliações calóricas tenha reproduzido o estufado de carne, acompanhado por batatas, acolitado por lacinhos de massa, envolvido em dengosa calda de feijão branco.
Está bom!
Está delicioso!
Sabe aos almoços famintos, quando chegava do liceu verde de fome e, às 2 da tarde, almoçava, engolindo, degustando cada garfada, quase em transe - então era magríssima e tudo me era permitido.

Hoje, não!
Pouco me é permitido, nesta batalha perpétua com a balança.
Mas não hesito.
Não me arrependo.
Volto a ter 15 anos!
Há lá coisa melhor?


Quem nunca provou este estufadinho , não sabe do que se fala quando se fala em delícias...

Se engorda?
Sim! Engorda muito, porque exige acompanhamento de vinho tinto e uma discreta torradinha que se ensopa no molho!
Tal e qual!
Se vale a pena?
Pois então não há de valer?
Vale!
Vale  pecar e repetir, que isto de pecados ou é ou não é!

Depois, para, no sétimo (ou oitavo) céu terminar a refeição, só, apenas e exclusivamente com a DELÍCIA DE CHOCOLATE ...






Uma coisa inenarrável!


Vá lá que estes surtos são esporádicos ...
Mas, quando surgem fazem de mim escrava ...
E eu gosto!
Gosto muito!

Beijo
Nina




sexta-feira, 12 de maio de 2017

De robe ...


Perdoem a minha ignorância!
Sei, receio.  que brevemente irei engolir cada uma das frases e opiniões que agora emito.
Ainda assim, repito ... perdoem a minha ignorância!

É que hoje, animada e de espírito aberto passei pela Zara, a tal loja que copia modelos de alta costura e os transacciona por baixo preço.
Entrei.
Que vi?

Algumas funcionárias (as chefes, suponho, aquelas que não usam farda preta ... ) e umas quantas clientes circulando de robe ou de pijama.
Vi!
 Vi com estes dois que a terra não há de comer porque sou doadora de orgãos ...

Depois entendi!
É tendência!
Exposta ad nauseum em escaparates e cabides ...
Estas as imagens que não me deixam mentir - nem eu queria, que não é meu hábito!





Robe





Pijama




Soutien e calças de pijama


QUIMONO COMPRIDO ESTAMPADO FLORES
Robe (mais curto, mas robe ainda assim)

Digam-me que eu não percebo nada do assunto, que não me ofendem!
Digam-me que me cale, que fale apenas do que sei!
Tranquilizem o meu espírito atormentado!
Será que a partir de agora é só saltar da cama e sair para a rua?
Será?
Ou -  de novo - não percebo nada, mas mesmo nada, do assunto e, brevemente, desfilarei de robe, pijama e chinelos de quarto?
Oh! dúvida cruel!

Beijo
Nina

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Cheira mesmo bem ...

Cheira mesmo bem em toda a casa e tudo graças ao Bolo de Limão que acabei de assar.
Feito num abrir e fechar de olhos vem provar as vantagens dessa grande invenção que é a Bimby!

A receita que segui religiosamente pode ser encontrada AQUI!

neste momento, seguindo as indicações da receita, aguarda durante 10 minutos o momento de ser desneformado.

Confesso que esse procedimento contraria totalmente os meus hábitos que passam por desenformar assim que o bolo saia do forno.
Seja como for, tem corrido bem, sem percalços ou sobressaltos, como sejam deixar metade do bolo agarrado ao fundo da forma - que horror!


Deslizou que foi um gosto e nem uma migalha se agarrou!


Nesta altura do ano vejo-me, felizmente, invadida por limões, enviados por amigas queridas cuja produção excede as suas necessidades.
É por isso que tanto e tantas vezes repito esta receita.

Para completar, a superfície será coberta com uma espécie de glace de limão, obtido a partir do sumo misturado com icing sugar, a qual, apesar da simplicidade, contribui imenso para elevar o aspecto e sabor do bolinho.



E pronto!


Cá está ele pronto para ser devorado


Será ao jantar, como sobremesa.

Beijo
Nina

terça-feira, 9 de maio de 2017

Declaro oficialmente aberta ...





... a temporada do crochê - embora não me surpreenda nada se voltar a reincidir no tricô.
É só o calor não apertar, que lá estarei eu com a dança das duas agulhas ( quatro não, ainda não, não sei se alguma vez, que não me entendo com tantas!)

Então é assim:
-Terminei as quatro almofadas em tricô de que já muito falara AQUI!
Sobrou imenso fio e eu não gosto de sobras, de restos e restinhos que me atafulham gavetas. Iniciar nova almofada em tricô seria demasiado projecto para tão pouco fio.
Lembrei-me do crochê, em que apenas executo a parte da frente da almofada. Para tanto, o fio chega!

Procurei inspiração, no Pinterest, em revistas, livros  e, finalmente, achei!

Aqui!
É um livro interessante que não me arrependi de ter comprado - pleno de sugestões e modelos, sempre nele acabo por encontrar o que me agrada.

Desta vez, decidi-me por este quadradinho, simples, mas de grande efeito.

Este o esquema - sem mistério.

No livro achei a aplicação deste motivo, numa almofada.


São necessários 9 quadrados - fazem-se num instante!
Pelo menos 1 por serão o que equivale a dizer que a almofada estará concluída dentro de uma semana.


De momento, tenho prontos e ligados, dois quadrados.

Depois de cosidos entre si - vou pegando à medida que os acabo, que essa é, para mim, a parte menos interessante da função -
receberão, a toda a volta um remate, que para já, não imagino como venha a ser... qualquer coisa me há de ocorrer!
Posto isto, considero salvos os meus serões!
Confesso que os aguardo mesmo com alguma ansiedade, como quem espera a hora do recreio, depois de um dia pleno de azáfama!

Quem quiser acompanhar-me, não hesite!
Teremos as almofadas mais bonitas do país ( ou, já agora,- por que não? -  da Europa)!

Beijo
Nina