terça-feira, 17 de outubro de 2017

Antigo



Gosto do antigo, de muitos aspetos dos outros tempos, dos tempos em que se vivia mais lentamente, quando havia "tempo", disponibilidade para  afazeres que tornavam a vida mais bonita.
Não confundir com saudosismo, por favor.

É devido a esse gosto que me perco nas feiras de rua e nas lojas de caridade, resgatando tesouros - que provavelmente não passam de tralha, para quem deles se pretende desfazer.

Vem isto a propósito de lençóis - que adoro imaculadamente brancos, concedendo muito esporadicamente, uma leve corzinha.

De vários enxovais que fui herdando, e do meu próprio, acumulei uma tal quantidade que me parece impossível vir a ter necessidade, algum dia, de comprar lençóis novos - embora, às vezes, face à oferta da Zara Home, me apetecesse verdadeiramente alterar o espólio.

Infelizmente, algumas das preciosidades herdadas, pecam de defeito grave - são demasiado estreitos para as camas da actualidade. Tirando isso, são incomparáveis em beleza, como este:


É 100% algodão, por isso muitíssimo confortável ...

Na ponta, foi-lhe aplicada uma renda ...

... igual ao entremeio!


Dá um trabalhão !
Depois de lavado é passado a ferro com vapor ...

... ficando impecável!


Aqui, coloquei a colcha em tons pastel que aquece na medida certa, neste clima incerto.
Já tinha sido mostrada AQUI!

Para que não restem dúvidas da propriedade, um monograma bordado a branco completa o conjunto.



Da colcha, que não destoa, o pormenor dos pompons na borda.


Sou assim!
Antiiiiiiiga, não sou?

Beijo
Nina


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Mirador de Ezaro

Saindo de Finisterra em direção a Santiago de Compostela deve optar-se pela estrada marginal que se desenrola ao longo das rias. É um espetáculo a não perder.

Sucedem-se as baías e as praias de areia branca e água cristalina e a dada altura, encontra-se uma subida para o interior , apontando Mirador de Ezaro.

É uma subida muito íngreme que termina num planalto com uma vista deslumbrante.









Junto ao mirador, um monumento ao ciclista.
Haja pulmão e principalmente pernas para vencer esta encosta a pique!

Aldeias, foz do rio e o mar ...

Uma verdadeira foto de calendário.


Quase não me apercebera de que tinha estas fotos.
Felizmente vi-as a tempo, antes de limpar o cartão. Seria uma pena mandar para o lixo esta beleza.

Beijo
Nina


domingo, 15 de outubro de 2017

Do fim de semana ...




Do fim de semana que está quase a acabar tenho memórias, gratas memórias!
Fomos a Finisterra, lá na Galiza, um Cabo por muito tempo e por muitos considerado o lugar onde a terra acaba.



AQUI pode ler-se:

"Os romanos pensavam que este era o ponto mais ocidental da terra e, portanto, era aqui que o mundo acabava. Era o "finis terrae"Porque razão alguém viria ao fim do mundo?
Talvez porque o Cabo Finisterra esconde o verdadeiro segredo da Costa da Morte: paisagens agrestes e praias impressionantes, umas (ao abrigo do cabo) de águas tranquilas e outras de forte ondulação, como a Mar de Fora, uma das praias mais selvagens da Galiza. E a grande atração de todos os tempos: o por-do-sol sobre a imensidão do oceano, o mar do fim do mundo."



Numa rocha, sobre o precipício o símbolo principal dos caminhantes - uma bota.


Na Galiza, terra de muito granito, abundam os cruzeiros, os espigueiros e os paços .



O Farol!



Aqui em evidência ,,,



... e mais um cruzeiro.


Finisterra é uma pequena aldeia que vive das peregrinações e do turismo.
Fica a 4 Km do Cabo e possui praias belíssimas de fina areia branca e águas transparentes.
O mar é calmo, porque, na verdade se divide em rias protegidas, formando amplas baías. São as Rias Altas, verdadeiros paraísos com clima ameno.



Apesar de estarmos em pleno Outono, a zona fervilhava de turistas que arriscavam ir até à água para despedida, que o Inverno não tarda.




Na própria aldeia, multiplicam-se os cruzeiros ...





Este, invulgar, porque apresenta duas faces distintas.








A aldeia em si, é muito modesta, sem atractivo de maior ...



... com esta excepção - um monumento ao povo galego!



No Cabo, junto ao farol, a paisagem é impressionante ...


Esperámos o pôr do sol ...

Junto esta imagem da vegetação quase aquática - daria um quadro que não hesitaria em colocar numa das minhas paredes.

Até que as horas avançaram e tudo se transformou:
Não há como descrever o espetáculo. Não há!
Olhem:





A multidão reúne-se junto à escarpa e - acreditem! - faz-se silêncio.
Um emocionado e respeitoso silêncio face ao incrível poder da Natureza.

Fez-se frio e fez-se noite.

Fomos jantar!
O quê?
Pois que mais poderia ser?
Jantámos o que o mar generosamente fornece.





No outro dia, pela manhã - uma gélida manhã - partimos.




Embora a oferta seja abundante, só conseguimos alojamento aqui, no Hotel Arenal que, embora modesto é muito limpo, oferecendo um pequeno-almoço completamente satisfatório.
Foi uma experiência sem traumas. Aliás já tenho tido muito mais razões de queixa noutros locais que se pretendem "finos"


Não esquecerei, não quero esquecer este pôr do sol único.

Foi uma espécie de adeus ao sol, ao Verão, ao calor.

Parece que amanhã a temperatura descerá 16 graus (?????) e vai começar a chover.

Tenham uma feliz semana.

Beijo
Nina

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Bolo Andaluz





Conforme já repetidamente referi, eu e os bolos temos uma relação muito especial - gosto de os preparar, gosto do perfume que deixam na casa e gosto da primeira fatia... já são três gostos! Por isso continuo a ser boleira.

Nesse capítulo tenho sempre, mas sempre, presente, a preocupação de utilizar ingredientes que por aqui estejam, evitando desperdícios. Essa preocupação aplica-se com principal incidência na fruta que, se se aproxima de um estado de maturação perigoso, salta para um bolo.

Tenho ainda uma fidelidade quase exclusiva a um livro de cozinha, para mim uma bíblia, um tratado - O LIVRO DE PANTAGRUEL!
O indiscutivelmente melhor.
É por isso que repetidamente aconselho as cozinheiras inexperientes a, no caso de apenas poderem comprar um, que comprem este.

Foi com ele que me iniciei verdadeiramente, foi o meu mestre, o meu inspirador.

Quando me foi oferecido, a escolha era restrita, ao contrário do que acontece hoje - há milhares de ofertas, umas melhores do que outras, umas cópias de outras e outras seguramente excelentes.
Só que não preciso delas. De nenhuma delas, porque tenho o meu PANTAGRUEL.

Com o uso, acabou por se estragar e precisou de encadernação. Foi então que decidi revisti-lo com esta capa:






... e assim se tem mantido.

 Sempre que me dou conta de produtos a que dar destino, recorro a ele, ao meu adorado PANTAGRUEL.

Foi o que ontem ocorreu - reparei que uma quantidade considerável de amêndoas descascadas aguardavam vez para serem utilizadas.
Decidi-me pelo BOLO ANDALUZ.
Uma maravilha!



Muito fácil de preparar, recorri à Bimby para reduzir as amêndoas a pó.
Não utilizei nozes - foram, portanto 250 g de amêndoas!


Assou em forma de silicone, deixei que arrefecesse, desenformei e polvilhei com icing sugar ...

Cresceu bem e resultou leve e fofo 

Nada seco ...

E isso deve-se à pouca quantidade de farinha e à oleosidade das amêndoas!

Então é assim:
- Têm amêndoas ou nozes ou nozes e amêndoas?
-Não hesitem! Arrisquem no BOLO ANDALUZ!
(Por que carga de água terá este nome?)
Não interessa!
É bom que se farta. Tão bom que, desta vez, suspeito, não me limitarei à primeira fatia.

Beijo
Nina

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Flores


Saí propositadamente para comprar flores. Artificiais, esclareço!

Tenho uma guerra íntima permanente a respeito das flores verdadeiras e das artificiais, sabendo sem qualquer sombra de dúvida que as verdadeiras - por serem verdadeiras ... - têm um encanto que as outras, as artificiais, jamais atingem,

Por muitas razões - incluindo as económicas - continuo a apostar nas "falsas" desde que tenham qualidade, possam ser lavadas de modo a evitar a acumulação de pó, e concedam arranjos bonitos e frescos.

Escolho por isso com critério e exigência, tanta exigência que hoje não encontrei em nenhuma das lojas que visitei nada que me agradasse.

Já em casa lembrei-me de uns jarros muito usados, muito lavados e muito reciclados.

São estes:



Coloquei-os numa jarra de cristal transparente;
Misturei uma espécie de bambus aquáticos, com enorme novelo de raízes;
Enchi a jarra com água ...



Perfeitos!

Com o efeito pretendido.

Gosto de flores brancas.
Gosto da sua combinação com verde.
Gosto de olhar.
Gosto de, quando me apetecer, poder mudar tudo.
Gosto deste tipo de liberdade.

Beijo
Nina

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Miranda do Douro


 Saindo de Zamora, decidimo-nos por um pequeno desvio que nos conduziria a MIRANDA DO DOURO.

Em boa hora o fizemos!
O acesso é lindo e Miranda protege com carinho  a sua zona antiga, primorosamente conservada.


A paisagem é, como já afirmei, deslumbrante ...

... decorrendo ao longo do rio Douro

Aqui pode ver-se uma turista recatada que apenas se deixou fotografar "sem rosto" - manias!

E entrámos em Portugal! Meu lindo, meu amado país!

Sempre com o rio Douro  ...

... sempre esta paisagem líquida que acalma todos os medos e emoções negativas - aqui só é possível ser-se feliz!
Como se no céu nos encontrássemos!



Entrámos em Miranda!
No Trip advisor procurámos um restaurante.
O melhor seria o Mirandês!

Mas sem unanimidade!
Havia quem tecesse rasgados elogios e quem afirmasse ter detestado, principalmente devido "a uma senhora de cabelo vermelho com muito mau feitio"
Arriscámos!
Lá estava o dragão de cabelo vermelho!
Afinal - falso alarme - limitou-se a ser correcta e muito profissional!
(Há gente com maus fígados, concluo)

Comemos lindamente!
Carne muito, muito, muitíssimo boa!
Temos, portanto um conselho:
O MIRANDÊS é mesmo bom!

A seguir percorremos as imaculadas e cuidadas ruelas.
Na Sé, visitámos o Menino Jesus.
Único.
Usa cartola!
Assim é conhecido:

O Menino Jesus de Cartola!

Ei-lo!
Impecavelmente aperaltado!


Com enxoval completo!

Não é giro? E ingénuo? E autêntico?

Não é uma questão de fé que não vem ao caso, nem eu quero que venha!
É um testemunho dos vários caminhos que a fé das gentes pode e tem o direito de tomar.

Gostei muito!
Foram dois dias muito lindos - não me ocorre outro adjectivo, tal a minha paz de alma!

Sejam felizes.

Beijo
Nina